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PT pede punição de vereador que tirou microfone de vereadora em Porto Alegre e diz que vai acionar a polícia

Vereador tira microfone de vereadora que citou áudio de Flávio Bolsonaro na Câmara O Partido dos Trabalhadores (PT) de Porto Alegre anunciou que vai pedir a ...

PT pede punição de vereador que tirou microfone de vereadora em Porto Alegre e diz que vai acionar a polícia
PT pede punição de vereador que tirou microfone de vereadora em Porto Alegre e diz que vai acionar a polícia (Foto: Reprodução)

Vereador tira microfone de vereadora que citou áudio de Flávio Bolsonaro na Câmara O Partido dos Trabalhadores (PT) de Porto Alegre anunciou que vai pedir a punição do vereador Mauro Pinheiro (PP), por ter retirado o microfone da vereadora Juliana de Souza (PT), durante a sessão de quarta-feira (13) na Câmara. Em nota, a sigla classifica o ato do parlamentar como “violência de gênero” e “ataque covarde”. O PT afirma que vai pedir a punição de Pinheiro à Comissão de Ética da Câmara por quebra de decoro. A vereadora Juliana afirma que a denúncia deve ser protocolada nesta sexta-feira (15). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp LEIA MAIS: Vereadora que teve microfone arrancado após citar áudios de Flávio para Vorcaro diz que foi 'ataque à própria liberdade de expressão' Além da medida interna, o partido informa que vai solicitar uma investigação na Delegacia da Mulher, e que estuda outras medidas jurídicas“que protejam a vereadora e o conjunto da bancada da violência bolsonarista”. O embate aconteceu enquanto a vereadora Juliana citava áudios do deputado e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que está preso e é investigado por um esquema de fraudes bilionárias. Posicionamento do PT “O PT de Porto Alegre e sua bancada de vereadores e vereadoras repudia com veemência a violência de gênero ocorrida na sessão plenária da Câmara Municipal nesta quarta-feira (13/05). Enquanto respondia, do microfone de apartes conforme manda o Regimento desta Casa, ataque proferido pela vereadora Nadia Gerhardt (PL) contra o conjunto da esquerda e lembrava da ligação financeira entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, do Banco Master, a líder da bancada petista, Juliana de Souza, foi atacada covardemente pelo vereador Mauro Pinheiro (PP). O mesmo, vindo pelas costas, censurou manifestação regimental com violência, retirando o microfone pelo qual nossa vereadora se manifestava proferindo palavras misóginas e de baixo calão, incompatíveis com o decoro parlamentar e a democracia. Uma atitude violenta repreendida pelo próprio presidente do parlamento, vereador Moisés Barboza (PSDB). Diante dos fatos, a bancada de vereadores e vereadoras em Porto Alegre, em conjunto com sua direção municipal, anuncia o ingresso do pedido de punição ao referido vereador na Comissão de Ética da Câmara Municipal de Porto Alegre por quebra de decoro e violência de gênero. Informa, também, que buscará que o fato seja investigado pela Delegacia da Mulher e o estudo de medidas jurídicas que protejam a vereadora e o conjunto da bancada da violência bolsonarista e de suas mentiras eventualmente disseminadas por suas redes sociais através de fake news. As imagens do ocorrido podem ser elucidadas inclusive a partir de vídeo no canal da Câmara Municipal de Porto Alegre no Youtube. Por fim, reafirmamos nossa luta em defesa da democracia, contra a violência de gênero e a violência política produzida em nossa cidade e nosso país pelo bolsonarismo.” O que diz Mauro Pinheiro O vereador Mauro Pinheiro (PP) também se posicionou por meio de comunicado nas redes sociais. Ele afirma que o ocorrido "não teve qualquer relação com a condição de mulher da parlamentar envolvida, tampouco buscou desqualificar sua atuação, trajetória ou mandato". Leia a nota completa abaixo. "O episódio ocorrido ontem não teve qualquer relação com a condição de mulher da parlamentar envolvida, tampouco buscou desqualificar sua atuação, trajetória ou mandato. O contexto esteve estritamente ligado à condução dos trabalhos da sessão e à preservação da ordem regimental e da pauta em discussão, diante de manifestação que se afastava do tema deliberado naquele instante. Em nenhum momento houve ataque pessoal ou qualquer conduta motivada por questão de gênero. A situação tratada foi exclusivamente de natureza regimental (art. 192/RI CMPA) e relacionada à ordem dos trabalhos legislativos, dentro de um ambiente de debate político naturalmente marcado por divergências. Nesse sentido, não se pode admitir distorções narrativas ou tentativas de transformar um episódio regimental em acusação de violência política de gênero sem a presença dos elementos que efetivamente a caracterizam. Ao longo da minha trajetória pública, construída em cinco mandatos como vereador e em duas passagens pela presidência da Câmara Municipal, sempre mantive uma atuação pautada pelo diálogo democrático, pelo respeito institucional e pela convivência respeitosa com todos os parlamentares, independentemente de gênero, posição ideológica ou partido político. Reafirmo meu absoluto respeito às mulheres na política e à importância de sua participação nos espaços de decisão e representação pública. A violência política de gênero é um tema sério e deve ser tratada com responsabilidade, rigor e verdade sempre que efetivamente configurada. Seguirei atuando com transparência, respeito ao eleitorado, compromisso com a verdade e responsabilidade no exercício do meu mandato." PT pede punição de vereador que arrancou microfone de vereadora petista Ederson Nunes/CMPA/Divulgação

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